Morris K. Jessup: Suicídio ou queima de arquivo?


Morris K. Jessup poderia ter sido um astrônomo amador obsoleto ou um dos pioneiros da ufologia moderna. Mas, para muitos, pagou o preço de ter sido “o descobridor do Projeto Filadélfia”.
Nascido em 02 de março de 1900, desde cedo se interessava por astronomia. Chegou a alcançar o mestrado em ciência no ano de 1926, contudo, abandonou o doutorado para trabalhar em outras áreas não relacionadas com astronomia. Apesar de uma forma amadora, dedicou-se a intensa pesquisa astronômica e, aos poucos, voltou-se para uma área que começava a ser encarada de uma forma mais criteriosa: a ufologia.
Morris K. Jessup
Publicava vários artigos e alguns livros sobre o assunto, sem alcançar sucesso. Teria tudo para ter passado despercebido, se não fosse uma carta recebida em 13 de janeiro de 1955, por um homem que se identificava como Dr. Manson Valentine. Este alegava ter presenciado um projeto da Marinha Americana, na qual um navio desapareceu e reapareceu no mesmo lugar. Demonstra interesse e pede mais detalhes. Uma nova carta havia chegado meses depois, agora assinada por um tal de Carl M. Allen. Nessa nova correspondência, o homem alega não poder dar mais detalhes, e a comunicação entre eles teria sido interrompida.
Morris passou a investigar o fato por conta própria e a publicar algumas de suas descobertas. Na primavera de 1957, para sua surpresa, foi convocado pela Marinha Americana para comparecer em Washington para esclarecer certos pontos do seu trabalho. Lá, um oficial da inteligência havia lhe mostrado um exemplar de um livro seu com anotações feitas à caneta. Ele reconheceu a letra: era do misterioso correspondente de 2 anos atrás. Uma anotação lhe chamou a atenção em especial: Um tal de Dr. B. escreve: “Ele não tem conhecimento, ele não poderia ter. Só adivinhando.” É também informado que o endereço do seu antigo correspondente era uma fazenda abandonada. Suas pesquisas e correspondências são conhecidas pela Marinha há algum tempo.
Um ano depois, em 1958, durante um jantar com um amigo em Nova York, Morris se mostrou preocupado e lhe confiara uma grande parte de suas pesquisas, pedindo para protegê-las caso lhe aconteça algo. Aparentemente, temia pela sua segurança. Em abril do ano seguinte, mais precisamente no dia 19, havia marcado um encontro com um outro amigo para o dia seguinte. Diz ter feito descobertas reveladoras sobre o Projeto Filadélfia.
Na manhã do outro dia, dia 20, Morris foi encontrado morto dentro do seu carro. As portas estavam trancadas, os vidros fechados e uma mangueira ligada ao escapamento havia injetado gases venenosos no interior do veículo. Causa oficial da morte: Suicídio provocado por intoxicação. Porém, dias depois surgiu uma versão diferente. Nela, consta que encontraram um ferimento provocado à bala na cabeça de Morris. Versão esta, desmentida pelas autoridades.
Mas fica a pergunta: por que alguém marcaria um encontro, de extrema importância para ele,  vai para casa e comete suicídio? Pela abordagem da Marinha Americana anos antes, fica claro que a mesma acompanhava com interesse as suas pesquisas há tempos. Os trabalhos confiados ao amigo nova yorkino de Morris permanecem desaparecidos até os dias de hoje. Salvo algumas pessoas que alegam terem vistos fotos assustadoras contidas nos mesmos.
Será que o Dr. Morris, como era chamado, apesar de não ter alcançado o doutorado, realmente desistiu de viver? Ou foi mais um que pagou o preço por buscar a verdade?

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